Fernando Cabral, Advogado

Fernando Cabral

Bom Despacho (MG)

Sobre mim

Auditor Federal do TCU
Fernando Cabral é Auditor Federal do Tribunal de Contas da União. Atualmente está licenciado para exercer o cargo de Prefeito na cidade de Bom Despacho-MG. Advogado, mas afastado da militância devido à vedação decorrente do cargo que ocupa. Gosta de polemizar, mas só com pessoas mais inteligentes e mais bem informadas do que ele. Aliás, dois atributos de fácil atingimento. Embora tenha pouquíssimo tempo, sempre acha um jeito de ler artigos publicados pelo Jusbrasil.

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Fernando Cabral, Advogado
Fernando Cabral
Comentário · há 10 anos
A explicação não convence. A regra geral é que as mensagens na pasta de rascunho vão para o servidor e nele permanecem.

Digamos, por exemplo, que você usa o gmail e um navegador ("browser"). Ao compor a mensagem ela já vai direto para o servidor e lá permanece. Enquanto você estiver trabalhando nela -- isto é, antes de clicar para enviá-la -- ela lá permanecerá.

É isto que permite a qualquer pessoa que tenha o "login" e senha possa lê-la, ainda que não tenha sido enviada.

Existe outro funcionamento possível? Sim, usando um "cliente" de estação de trabalho (thunderbird, por exemplo) é possível compor a mensagem localmente e ali mantê-la sem jamais transmiti-la ao servidor. Neste caso, todo mundo que tem acesso a ESTE computador, e que tenha "login" e senha do cliente poderá ler e manipular a mensagem.

Mas isto de pouco ou nada serviria. Se as pessoas estão no mesmo lugar e podem compartilhar o mesmo computador, mesmo "login" e mesma senha, por que usaria o e-mail para se comunicar?

Devemos presumir que se comunicavam à distância. Portanto, usando servidores.

Talvez o que o operador e o articulista quisessem dizer era que as mensagens não trafegavam na Internet passando de um servidor a outro, desde a origem até o destino. Desta forma, ficariam restritas ao servidor de origem e às estações de trabalho usadas para acessá-las.

Seja como for, dificilmente deixaram de usar servidores.

Mas o esquema é tão simplório, tão infantil, tão estúpido, que talvez os operadores realmente acreditassem que não estavam usando servidores e que por isto o sistema era seguro. No entanto, há no mercado centenas de soluções pagas e gratuitas quase tão simples quanto esta, mas infinitamente mais seguras.

A explicação de que não usavam servidores não convence, porque não faz sentido.
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